sob o sol poente, me encontro no meio da cidade com meu carro parado à beira da calçada como tantas vezes antes estive. depois de um longo tempo sem ver esse local, talvez beire um ano, tudo ainda me parece incrivelmente familiar. os prédios beirando o abandono não estão mais entupidos de pessoas e as ruas agora parecem tão ocas sem aquelas infinidades de bocas falantes que as enchiam com suas vozes e gritos. os animais hoje ocupam o lugar que sempre estavam ocupados pelas pessoas.
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